sábado, 2 de julho de 2011

Desenvolvimento sensorial

ð  Paladar
Quanto ao desenvolvimento sensorial, o paladar parece ser o sentido mais apurado á nascença, pois os bebés têm-se mostrado capazes de distinguir o sabor doce do amargo.
A sensibilidade ao sabor também parece estar presente no nascimento tanto os bebés prematuros como os nascidos a termo, reagem positivamente a estímulos doces (mais sucção) e negativamente a salgados e amargos.
As respostas de rejeição dos bebés face a sabores amargos, são provavelmente, um mecanismo de sobrevivência, na medida em que muitas substâncias amargas são tóxicas.

ð  Audição
A audição está funcional mesmo antes do nascimento, o feto responde a sons e parece aprender a reconhecê-los: sons da fala, ruídos…
Com 1 mês de vida consegue distinguir sons tão semelhantes como: “ba” e “pa”. O bebe também é capaz de distinguir a voz da mãe de uma pessoa desconhecida e prefere a língua materna a uma língua estrangeira.
A sensibilidade a distinções auditivas poderá ser um indicador precoce das capacidades cognitivas.
Comparativamente aos adultos a acuidade auditiva de um recém-nascido é bastante mais apurado do que a sua acuidade visual. Ao ouvir determinado som, por exemplo, o recém-nascido volta a cabeça na sua direcção, o que indica a capacidade de localizar estímulos auditivos pouco depois do seu nascimento.


ð  Olfacto
Em relação ao olfacto, estudos demonstram que os bebés sentem o cheiro do leite quase desde o nascimento. O sistema olfactivo aperfeiçoa-se rapidamente após o nascimento.
O sistema olfactivo então, aperfeiçoa-se rapidamente após o nascimento do bebé. 
É capaz de localizar a proveniência de odores e distingui-los através da expressão. A preferência por odores agradáveis parece ser aprendida no útero e nos primeiros dias após o nascimento, contribuindo para tal os odores transmitidos através do leite materno.
O sentido olfactivo pode também contribuir para o reconhecimento de parentesco.



ð  Visão
O bebé vê desde que nasce, conforme vai crescendo ele usa os olhos para absorver uma quantidade imensa de informação sobre o mundo que o rodeia, estimulando o desenvolvimento do cérebro e colaborando para conquistas no âmbito físico, como sentar, gatinhar, rolar e andar.
Quando o bebé nasce, a visão é meio embaçada, mas ele distingue a luz, formas e movimento. O recém-nascido só vê realmente bem a uma distância de 20 a 30 centímetros.  



5 Sentidos - Corpo Humano

Desenvolvimento motor


Sabe-se que o desenvolvimento motor é o processo de mudanças no comportamento motor que envolve tanto a maturação do sistema nervoso central, quanto a interacção com o ambiente e os estímulos dados durante o desenvolvimento da criança. Verificou-se as fases de desenvolvimento da criança até os 18 meses de vida e como a estimulação precoce, principalmente em crianças nascidas pré-termo e com baixo peso, pode fazer a diferença numa idade mais avançada da criança.
O aprimoramento motor é o ponto de partida de todo o desenvolvimento motor da criança. A independência adquirida com a locomoção e a manipulação de objectos ampliou a visão de mundo do ser humano, contribuindo e levando-o a progredir continuamente
O desenvolvimento motor é dependente da biologia, do comportamento e do ambiente e não apenas da maturação do sistema nervoso. Quando a criança nasce, o seu SNC ainda não está completamente desenvolvido. Ela percebe o mundo pelos sentidos e age sobre ele, criando uma interacção que se modifica no decorrer do seu desenvolvimento. Deste modo, por meio de sua relação com o meio, o SNC mantém-se em constante evolução, num processo de aprendizagem que permite a sua melhor adaptação ao meio em que vive.
Cada criança apresenta o seu padrão característico de desenvolvimento, visto que suas características inerentes sofrem a influência constante de uma cadeia de transacções que se passam entre a criança e seu ambiente. Mesmo assim, existem características particulares que permitem uma avaliação grosseira do nível e da qualidade do desempenho.
Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais, intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade motora faz com que a criança se refugie do meio o qual não domina, consequentemente deixando de realizar ou realizando com pouca frequência determinadas actividades
A maioria das crianças nasce sem problemas de desenvolvimento. As diferenças individuais entre elas são muitas, inclusive características físicas, temperamento e personalidade, mas a sequência de desenvolvimento é bastante previsível.

  • Em função da maturação do Sistema Nervoso, uma sequência ordenada e previsível de desenvolvimento físico dá-se no sentido:
           CÉFALO-CAUDAL -  refere-se a progressão gradual do controle motor sobre a musculatura, movendo-se da cabeça em direcção aos pés. 

PRÓXIMO-DISTAL - é controlo da musculatura do centro do corpo até às suas extremidades. 

ACÇÃO CONCENTRADA PARA A ESPECÍFICA - passa a desempenhar acções mais controladas e refinadas. 


Como contribui a A Educação Física para o desenvolvimento motor?
Pois é, a E.F. é parte essencial no estudo do desenvolvimento motor, é sua principal área de actuação, o que o deixa em vantagem em relação ás outras profissões que lidam com o movimento humano. Por isso, a relação aluno professor de Educação Física deve ser a mais abrangente possível, não só apenas voltada para o desenvolvimento motor infantil, mas sim em todo o contexto, como adultos e idosos.
Muitos padrões de movimento são mudados durante a vida, pois corresponde a mudanças espaciais, e envolve muitas variáveis, como força, energia e o seu gasto no dia-a-dia por nós. Contudo, como já temos um certo nível de habilidade, nem reparamos que estes movimentos são bem estruturados.

Sendo assim algumas perguntas ficam no ar…

                       ¤    Qual a importância do movimento no desenvolvimento humano? 

        ¤    Como a pessoa aprende?
   
    ¤    Quais os aspectos do comportamento humano que envolvem a aprendizagem?



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Caso de Genie - Genética ou Meio?


Dada uma visão geral do caso da menina selvagem Genie e dos traços que o caracterizam, chegou a altura de analisar toda a informação com o intuito de ir ao encontro do dualismo – Hereditariedade e Meio. Daí que surja a questão:

"As características e os comportamentos de Genie foram produto da Genética ou do Meio? Ou então uma interacção entre os dois?"

Assim, tudo o que foi referido no post anterior faz sentido mesmo que aplicado no caso de Genie. Tanto a Genética como o Meio, bem como as relações/interacções entre ambos, influenciaram a pessoa que Genie era e a maneira como se comportava. Genie apresentava todas aquelas debilidades, devido ao facto de não ter qualquer contacto com o mundo exterior.


O ser humano caracteriza-se como um ser social e, como tal, constrói-se, desenvolve-se e molda-se no seio das relações sociais, estabelecendo relações com as outras pessoas. 
Por isso, sendo Genie privada de todo este meio social, não falava, não se relacionava com as pessoas, tinha comportamentos quase não humanos, entre muitas outras coisas. Não só não se desenvolveu como um ser social como também não se desenvolveu como um ser individual que apresenta características que lhe são únicas. Uma vez que somos seres que nos construímos a nós próprios, mas também que nos construímos enquanto seres sociais e culturais em relação com os outros.

Apesar de todo este cenário obscuro, Genie teve a capacidade, com a ajuda de diversas pessoas, de aprender algumas palavras e de se relacionar com os outros, quer por palavras simples, quer por gestos. E neste sentido, cremos que a capacidade de aprender algo e de reconstruir a identidade individual e social/cultural da Genie foi assegurada pela genética; esta capacidade de aprendizagem e de reter o que foi aprendido é algo que a genética nos proporciona enquanto seres humanos que somos.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Documentário - "O Segredo da Criança Selvagem"


O documentário em questão foi visualizado na aula teórica (15 de Março) de Psicologia do Desenvolvimento, com o propósito de uma posterior reflexão acerca do: Crescimento Físico e Desenvolvimento - Controvérsia Hereditariedade vs. Meio.

Trata-se então de um documentário da década de 70, que diz respeito a uma criança que foi criada completamente ou quase completamente isolada da civilização, bem como ao impacto que esse isolamento teve no seu desenvolvimento físico, mental e emocional.

Apresenta-se então aqui um pequeno resumo do documentário.



A 4 de Novembro de 1970, em Los Angeles, foi encontrada uma criança de 13 anos chamada “Genie”. Tratava-se de uma menina selvagem que era maltratada e abusada pelos pais e que passou a sua infância trancada num quarto. Os relatos contam que foi trancada num quarto, amarrada a uma cadeirinha e obrigada pelos pais a passar os dias sentada e sozinha, longe de qualquer contacto humano e com o exterior. Genie apresentava o aspecto de uma criança, usava fraldas, fazia sons de bebé e era quase incapaz de falar e andar; era uma criança selvagem não civilizada que era caracterizada pelo silêncio.

Após vários estudos realizados, houve uma dúvida que despertou especial atenção:

“O cérebro de Genie foi danificado pelos anos de abuso ou ela tinha retardamento mental desde o nascimento?”


Relacionado com os factos deste caso, veio-se a saber que quando era bebé, o pai afirmou que Genie tinha um retardamento mental, insistindo em deixá-la isolada por esse motivo.
Devido às estranhas condições familiares da menina, a investigação mais detalhada do caso tornou-se difícil. Porém, os cientistas não desistiram desta menina tão acarinhada por todos e os estudos prosseguiram no sentido de se perceber o que se tinha passado e no modo como iriam lidar com o caso e com Genie, no sentido de a reabilitarem socialmente.


Deixamos então aqui a hiperligação onde pode ser visualizado este tão interessante documentário: http://www.youtube.com/watch?v=_dA2W0SwIwY

quarta-feira, 13 de abril de 2011

“O Crescimento e Desenvolvimento Físico e Mental de um Ser Humano é determinado pela Genética ou pelo Meio?”


Na nossa opinião, o nosso crescimento e desenvolvimento físico e mental não se deve só a um ou só a outro, deve-se tanto à Genética como ao Meio. Porém, é preciso ter em atenção que sendo algo que depende dos dois conceitos em questão, não se pode atribuir ao meio uma percentagem e à genética outra; não há uma parte dos “genes” e outra do ambiente - a Genética e o Meio não estão em competição mas sim em constante interacção!

Assim sendo, o comportamento humano depende de múltiplos factores que interagem desde a fecundação até à morte. O ser humano está constantemente a sofrer influências genéticas e epigenéticas que moldam/modificam/transformam esse comportamento.
Daí que todo o comportamento humano é genético, pois é manifestado por um indivíduo que é resultado biológico do seu genótipo, mas é também fruto de factores ambientais, na medida em que exprime-se no seio de uma sociedade humana e de uma biografia única, em função de um contexto variável. Isto é, muitas das nossas características, quer em termos da nossa constituição física, quer em termos do nosso comportamento, são herdadas, já nascem connosco. O que não quer dizer que todas elas sejam realçadas; é o Meio que se vai encarregar de as exprimir ou não conforme o conjunto de situações e experiências que vivemos.


Estão então aqui implícitos os conceitos de Genótipo e Fenótipo:

• Genótipo caracteriza-se como o conjunto de genes que um indivíduo herda da mãe e do pai, e que podem ou não exprimir-se consoante as características do meio em que se desenvolve. 

• Fenótipo diz respeito à aparência do indivíduo, ou seja, ao conjunto de características observáveis (anatómicas, fisiológicas, morfológicas) que resultam da interacção entre o genótipo e o meio ambiente. É, portanto, o conjunto de características individuais de origem genética que foram modificadas pela relação com o meio.


Há então assim uma interacção entre factores genéticos e factores ambientais que garantem a adaptação do ser humano ao meio ambiente, que é condição de sobrevivência.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Psicologia do Desenvolvimento

Em que consiste a Psicologia do Desenvolvimento? É um ramo da Psicologia?

O campo de estudo da Psicologia é muito vasto e a sua diversidade de objectos de estudo está relacionada com o pouco tempo de existência da psicologia como ciência e com a grande quantidade de fenómenos psicológicos existentes.

A Psicologia é então a ciência que estuda os comportamentos e os processos mentais, de modo a prever e a controlar as respostas comportamentais.

A Psicologia Moderna apresenta-se subdividida em diferentes ramos que se especializaram em áreas diferentes, sendo a Psicologia do Desenvolvimento um desses ramos.

       ◘Psicologia do Desenvolvimento◘
é a ciência que se interessa pela área do crescimento humano, isto é, pelos processos que se alteram durante a vida do ser humano (infância, adolescência e idade adulta).

Procura-se estudar e compreender os processos do desenvolvimento pré-natal e pós-natal, bem como investigar e esclarecer acerca do desenvolvimento do nosso comportamento ao longo da vida até ao estágio terminal (velhice e morte).


Tratando-se de uma ciência comportamental, ocupa-se de todos os aspectos do desenvolvimento e estuda o Homem como um todo, desde os aspectos físicos, cognitivos, emocionais, sociais e morais da evolução da personalidade aos factores determinantes desses aspectos no comportamento humano.